24/08/2018 00:00:00

“Seja em que momento for, o bilinguismo traz inúmeros benefícios cognitivos, sociais, culturais e econômicos”, defende pedagoga

Selma Moura, mestre em Linguagem e Educação, fala em entrevista à Educação sobre bilinguismo e defende que mesmo crianças pequenas podem começar a aprender uma segunda língua

 

Escolas bilíngues, internacionais e cursos de idiomas iniciam muito cedo os estudos do segundo idioma com as crianças — aos três anos ou até menos. Uma boa parte de neurocientistas, pedagogos, educadores e pesquisadores considera negativo esse começo precoce. Educação entrevistou a educadora Selma Moura sobre o tema. Ela é pedagoga, mestre em Linguagem e Educação e especialista em Linguagem das Artes pela Universidade de São Paulo (USP).

Criança precisa mesmo começar a estudar outra língua tão cedo?

O ser humano nasce com potencial para aprender qualquer língua e, dependendo do contexto em que se insere, pode tornar-se bilíngue desde muito cedo. Dados indicam que mais da metade da população mundial é bilíngue, então o bilinguismo, ao invés de ser a exceção, é a regra na maior parte do mundo.

Mas e as idades?

Não há consenso entre pesquisadores sobre a idade ideal para iniciar a aquisição de uma segunda língua, mas o fato comprovado cientificamente é que, seja em que momento for, o bilinguismo traz inúmeros benefícios cognitivos, sociais, culturais e econômicos. O medo de expor as crianças pequenas a uma segunda língua geralmente está associado à dificuldade que alguns adultos tiveram em seu próprio percurso de aprendizagem de línguas, não à capacidade da criança de lidar com a complexidade de contextos bilíngues.

Sabemos muito pouco sobre como o cérebro funciona, mas temos descoberto mais e mais a cada dia. A capacidade do ser humano de se desenvolver em mais de uma língua já tem sido comprovada inúmeras vezes. A questão que realmente importa não é se a criança está preparada para essa exposição — mesmo porque sabe-se hoje que ela está —, mas sim como essa exposição será feita.

E sobrecarga, se houver, não será em função da exposição a mais de uma língua, mas sim em função de metodologias inadequadas de professores ou cobranças excessivas da família. A formação de professores é a chave para o sucesso da educação bilíngue, e a comunicação aberta com a família é essencial nesse processo.

A questão, então, não seria quando, mas como ensinar?

Exatamente. O tempo é circunstancial. O mais importante é que as oportunidades de aprendizagem sejam construídas de acordo com o perfil do aprendiz, seja qual for sua idade, respeitando suas necessidades e interesses.

Com crianças pequenas, a brincadeira é a forma de apreender e compreender o mundo. Com crianças maiores, a investigação, o jogo e a interação com seus pares são essenciais. Com adolescentes, seus interesses e sonhos são bons pontos de partida. E com adultos, suas necessidades e planos pessoais e profissionais são bons motivadores. O ideal é que os educadores estejam preparados para conhecer essas realidades e atuar sobre cada uma delas de forma planejada e bem embasada teoricamente.

 

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Fonte: Revista Educação

 

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